Santo Augusto Urgente! Anuncie onde seu cliente também vê!   I    Subiu para 35 o número de pacientes com Covid-19 que morreram em Santa Catarina enquanto aguardavam por leitos especializados para a doença, seja em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ou enfermaria. As mortes ocorreram de fevereiro até esta terça-feira (2), segundo assessoria de hospitais e de prefeituras de cidades do Oeste e o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-SC). Até a publicação desta reportagem, às 19h14, o G1 havia confirmado a morte de 28 pacientes no estado esperando por um leito. Porém, às 20h o Hospital Regional São Paulo, em Xanxerê, confirmou mais sete vítimas, sem detalhar o dia de fevereiro em que ocorreram as mortes. O número total de vítimas foi atualizada às 20h30. Os hospitais destacaram que, mesmo quando não há vaga em UTI, as pessoas que chegam às unidades hospitalares recebem atendimento, mesmo em outras alas. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou nesta terça que deve transferir pacientes para o Espírito Santo. Segundo a pasta, os pacientes devem ser transportados individualmente, em dois voos diários, para uma unidade de saúde na região metropolitana de Vitória onde foram disponibilizados 16 leitos. Esta é a primeira vez, desde o início da pandemia, que Santa Catarina transfere pacientes com Covid-19 para outros estados. A maioria dessas mortes de pacientes à espera de leitos para Covid ocorreu na região Oeste. Em Chapecó, 12 pessoas morreram em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), onde aguardavam transferência para hospitais, segundo a prefeitura. Em Xanxerê, foram 15 mortes no Hospital Regional São Paulo. As três vítimas mais recentes foram uma mulher de 39 anos sem comorbidades; um idoso de 61 anos; e uma mulher de 61 anos que estava internada desde 22 de fevereiro. Todos estavam na emergência aguardando um leito de UTI. Houve seis mortes de pacientes que aguardavam transferência no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste. A unidade informou que as pessoas que não conseguiram vagas eram tratadas no pronto-socorro e entubadas, se necessário. A morte mais recente ocorreu nesta terça, de um idoso de 72 anos. Em Maravilha, uma mulher de 61 anos que aguardava por um leito de UTI no Hospital São José morreu na madrugada desta terça. Ela morava na cidade vizi...   I    Morador de Três de Maio vai para a UTI com Covid-19 um dia após reclamar de atendimento   I    Morre jovem que havia sido vítima de acidente de moto no centro de Três Passos   I    Padre que assaltou comércio alega momento de loucura e celebrou missa de velório em Passo Fundo horas antes   I    Jovem de 28 anos morre de Covid-19 em Fontoura Xavier um dia após seu avô também falecer pela doença
28 de março de 2020

Réu por jogar ácido em pessoas em Porto Alegre é posto em liberdade por ser do grupo de risco do coronavírus

O empresário Wanderlei da Silva Camargo Júnior, que se tornou réu na Justiça após atacar cinco pessoas com ácido na Zona Sul de Porto Alegre, no ano passado, foi posto em liberdade provisória na última quarta-feira (25) por ser considerado grupo de risco do coronavírus. O Ministério Público já entrou com um recurso, nesta quinta (26), para tentar reverter a decisão.

G1 entrou em contato com o advogado do empresário, que estava em Curitiba e informou que em breve irá se posicionar oficialmente sobre o assunto.

A 11ª Vara Criminal revogou a prisão preventiva de Wanderlei devido ao quadro de hipertensão que o coloca entre os grupos de risco do coronavírus. De acordo com a juíza Carla Fernanda de Cesaro Haass, o réu “registra quadro hipertensivo, conforme documento acostado, ainda que datado do ano de 2011, mas com recente prescrição médica, datada de março do corrente ano, para o ministrar de medicação para tal doença crônica”.

Ela baseia sua decisão na recomendação número 62/2020, do Conselho Nacional da Justiça, que determina medidas preventivas à propagação da infecção pelo novo coronavírus nos estabelecimentos do sistema prisional e do sistema socioeducativo.

A Justiça determina, entretanto, uma série de medidas cautelares que devem ser obedecidas pelo réu, como “não se aproximar das vítimas e da ex-companheira, proibido com elas qualquer espécie de contato, e proibição de frequentar os locais em que ocorreram os delitos, sem prejuízo de observar as recomendações de restrição social emitidas pelas Autoridades Públicas”.

MP-RS pede efeito suspensivo

A promotora Fernanda Ruttke Dillenburg, da 9ª Promotoria de Justiça Criminal, pediu o efeito suspensivo da decisão do TJ-RS. No entendimento do MP-RS, “é necessária e adequada a manutenção da prisão preventiva do processado”.

O Ministério Público cita, entre os motivos, o fato de o acusado responder a diversos crimes praticados contra várias pessoas. Entre eles, lesões corporais graves e leves, ameaça, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e furto.

“O teste ergométrico apresentado pela defesa que aponta que o réu é hipertenso é de 2011. Além disso, o acusado é jovem e vem recebendo tratamento médico adequado e contínuo nas dependências do estabelecimento prisional em que se encontra recolhido, não apresenta quaisquer dos sintomas de Covid-19. Nesse sentido, o recolhimento em que se encontra é aparentemente mais adequado neste momento, sobretudo ante a previsão de superlotação de postos e hospitais da cidade nos próximos dias, inviabilizando eventual tratamento médico que o acusado possa precisar”, afirma, no documento, a Promotoria.

A promotora se apoia, ainda, em uma nota técnica assinada em conjunto pela Secretaria da Administração Penitenciária (Seapen) e pela Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Segundo o documento, já há orientações para o atendimento de detentos que estejam no grupo de risco à Covid-19, como isolamento, preferencialmente em enfermaria; isolamento preventivo dos demais ocupantes da cela; e o encaminhamento à rede de saúde após avaliação clínica.

Conforme a Seapen, todos os 152 estabelecimentos prisionais do Rio Grande do Sul já estão adotando as medidas sanitárias de prevenção. “Todas as medidas estão de acordo com a OMS, do Ministério da Saúde e Secretaria Estadual da Saúde e visam preservar as vidas, tanto da população carcerária, quanto dos nossos servidores da Susepe”, afirmou o secretário Cesar Faccioli.

Relembre o caso

Os ataques aconteceram nos dias 19 e 21 de junho do ano passado, nos bairros Nonoai e Aberta dos Morros. Quatro mulheres e um adolescente foram atingidos pelo líquido, que o IGP confirmou ser ácido sulfúrico.A Polícia Civil prendeu Wanderlei, preventivamente, no dia 4 de outubro, em Curitiba, e ele foi denunciado pelo Ministério Público duas semanas depois, já em Porto Alegre.

O delegado Luciano Coelho afirmou, na ocasião, que ele havia premeditado os crimes para tentar reatar o relacionamento com a ex-esposa. Em entrevista à RBS TV, ela afirmou que Wanderlei “é uma pessoa extremamente ciumenta, possessiva, paranóica”.

Fonte: G1RS
Foto: Divulgação Polícia Civil

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