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15 de outubro de 2020

‘Ela tinha um sorriso nos olhos’, diz amigo de infância de Bárbara

Uma aluna sorridente e exemplar, é assim que Bárbara é lembrada por uma professora de graduação. Uma excelente nadadora, alegre e festeira. É assim que Iberê Hernandes Padilha, 32 anos, amigo de infância de Bárbara, descreve a dentista. Ela foi encontrada morta na tarde desta quarta-feira perto da BR-158, cinco dias após desaparecer de Tupanciretã, cidade onde morava e trabalhava. A amizade entre os pais de Bárbara e os pais de Iberê fez com que os dois fossem próximos desde a infância. Ele lembra de histórias que viveu com Bárbara, como os trabalhos da escola em que faziam juntos. Os amigos também gostavam de ir aos bailes ao Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Tapera Velha, em Tupanciretã. Além dos bailes gaúchos, iam a outras festas, e não perdiam o Carnaval no Bloco Sentenciados, tradicional agremiação da cidade.

– Ela adorava uma folia, era sempre alegre. Tinha um sorriso nos olhos. Lembro que, uma vez, em um trabalho de inglês na escola, tínhamos que cantar a música I Will Survive, da Glória Gainors, e ela adorava inovar. Então, a gente fez um clipe. Ela tinha uma câmera, isso foi há uns 16 anos. Foi cômico, ela gostava dessa música – lembra o amigo.

Segundo Iberê, Bárbara nunca demonstrou ter depressão. Depois de um tempo, ele foi morar em Florianópolis e os dois mantinham contato pelas redes sociais. Conforme o amigo, ela também fez ginástica rítmica e natação e era uma pessoa muito ativa:

– Ela nadava superbem, a gente fez natação juntos. Eu adorava aquele tempo, pois saíamos da cidade para competir em outros locais. Ela sempre tirava primeiro lugar – lembra o amigo.

Iberê ainda conta que Bárbara adorava comida japonesa:

– Eu sei que ela gostava bastante de comer sushi. Ela veio a “Floripa” em janeiro de 2019 e a gente tinha combinado de se ver, mas acabou que eu estava trabalhando muito e ela já estava indo embora. Ela sempre foi uma ótima filha, era engraçada. Eu também adorava ver ela e a mãe juntas, porque uma ficava tirando com a outra – recorda o amigo, dividindo lembranças que teve com Bárbara.

Bárbara tinha 32 anos, era a filha mais velha de Magda Machado e Wilson Padilha. Tem um irmão mais novo, Daniel. Ela se formou em Odontologia na metade do ano de 2015 na Universidade Franciscana (UFN) e era casada com Pedro Ribas.

ALUNA DEDICADA
Patrícia Pasquali Dotto, coordenadora do curso de Odontologia da UFN, lembra com carinho da ex-aluna:

– A Bárbara sempre tinha um sorriso no rosto. Ela era muito dedicada e considerada uma aluna exemplar pelos professores. Ela era quieta, pois sempre estava atenta nas aulas e orientações – diz a professora.

LUTO NA CIDADE
A morte de Bárbara comoveu a comunidade de Tupanciretã, onde ela morou durante a maior parte de sua vida. Na pequena cidade de 22 mil habitantes, muitas pessoas se solidarizaram com a família da dentista. Nesta quarta-feira, o prefeito decretou luto oficial de três dias.

Até o começo da noite desta quarta-feira, ainda não havia informações sobre horário e local do velório e enterro de Bárbara.

RELEMBRE O CASO
Bárbara saiu de Tupanciretã por volta de 17h do último sábado. Entenda o que a investigação sabe sobre o que aconteceu desde o desaparecimento:

– Na tarde do último sábado, por volta de 17h, Bárbara deixou o escritório do marido, em Tupanciretã, e teria ido pra sua casa, a menos de 500 metros do local

– Por volta das 19h, o marido dela não a encontrou em casa. A chave de Bárbara estava caída no chão e a bolsa, com documentos, estava na residência. A porta do imóvel estava aberta

– O motorista do carro executivo disse que Bárbara pagou a corrida em dinheiro. Ele a deixou em um posto de gasolina por volta de 19h de sábado. Ele chegou a relatar que ela permaneceu em silêncio durante a viagem. Um dia antes, ela chegou a tentar contratar outro carro, mas por não dar informações, não conseguiu confirmar a corrida

– Câmeras de segurança da loja de conveniência do posto mostram ela no local, no começo da noite de sábado

– Do posto, ela teria caminhado em direção ao matagal

– O último sinal emitido pelo celular dela foi por volta de 5h32min de domingo

– Foram quatro dias de buscas que começaram no domingo. Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e a Polícia Rodoviária Federal atuaram nas buscas. A Polícia Civil chegou a fazer diligências em outros locais, como em Nova Palma e centros religiosos, de onde surgiram informações que supostamente poderiam levar ao paradeiro de Bárbara

– Na manhã de terça-feira, o marido dela veio de Tupanciretã e passou a acompanhar as buscas, junto de tios da dentista. Ainda na terça, amigos dela que residem em Santa Maria também chegaram ao local de buscas

– Na manhã desta quarta-feira, as buscas foram retomadas e interrompidas cerca de duas horas depois, para outras diligências. Depois, o trabalho foi retomado em local não informado pelos órgãos de segurança

– Por volta das 15h um cão farejador do Corpo de Bombeiros encontrou o corpo de Bárbara

– O corpo de Bárbara estava em uma área de matagal às margens da BR-158 às 15h desta quarta-feira

– Não foi encontrada a bolsa nem o celular de Bárbara

– A Polícia Civil acredita que Bárbara tenha perdido os pertences ao entrar na área de mato fechado

– O corpo de Bárbara foi levado para necrópsia

– O caso será investigado pelo delegado Adriano de Rossi da Delegacia de Polícia de Tupanciretã.

Fonte: Diário de Santa Maria
Foto: Arquivo Pessoal Bárbara, Iberê e Júlia, amigos de infância e adolescência, em um carnaval no bloco Os Sentenciados .

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