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17 de janeiro de 2018

Dona da creche onde monitora é suspeita de tentar asfixiar criança é solta pela Justiça do RS

A Justiça do Rio Grande do Sul decidiu soltar, na tarde desta terça-feira (16), a diretora de uma creche em São Sebastião do Caí, no Vale do Caí, onde câmeras de segurança gravaram a agressão de uma funcionária contra um bebê de dois anos, na semana passada. Além dela, também foi solto um técnico em informática que teria sido contratado para apagar as imagens feitas pelas câmeras de segurança, segundo a Polícia Civil.

De acordo com o delegado que investiga o caso, Marcos Eduardo Pepe, a dona da escola e também diretora, que não teve o nome divulgado, teria se comprometido em entregar as imagens das câmeras de segurança na manhã de segunda-feira (15) na delegacia.

“Como ela não foi, enviei agentes até a escola para pegar. Ela não quis entregar e pediu que fosse depois do almoço porque naquele momento havia crianças na escola”, disse o delegado ao G1.

Quando os policiais chegaram à escola, no horário combinado, a mulher entregou o HD com as supostas imagens, mas não havia mais nada nele. Ainda conforme o delegado Marcos Eduardo, os policiais conseguiram a informação de que um técnico teria levado o equipamento.

Esse técnico, que também não teve o nome divulgado, confessou aos agentes que apagou as imagens e teria cobrado R$ 50 pelo serviço. “Ele disse que não sabia de nada, que não viu as imagens e nem sabia da história”, relatou o delegado.

Já a dona da escola disse à polícia, segundo o delegado, que apenas havia contratado o técnico para retirar o HD do equipamento.

Por isso, ambos foram presos em flagrante na tarde de segunda-feira (15), pelo crime de fraude processual. Eles foram encaminhados à Penitenciária Modulada de Montenegro. O delegado pediu prisão preventiva para os dois, mas a decisão negativa foi tomada pela juíza Débora Sevik, da 1ª Vara Judicial de Sebastião do Caí.

O HD foi enviado ao Instituto Geral de Perícias (IGP) para que os peritos tentem recuperar as imagens. De acordo com o delegado, há relatos de outras pessoas sobre supostas agressões. “Temos outros relatos, devem ter imagens também”, disse.

Dependendo do que houver nas imagens, a diretora também pode ser indiciada por maus tratos.

O Ministério Público (MP), que já apurava as condições de estrutura e preparação de monitoras desde o ano passado, pediu o fechamento da creche.

“O MP agora está ingressando com uma ação civil pública para interditar a creche, porque tem essa situação que está sendo apurada. Mas nós, da Promotoria da Infância, temos que nos preocupar também com as crianças que estão frequentando aquele local”, diz a promotora de Justiça Cristiane Zottmann, que acredita que até o fim da semana haja a interdição das atividades no local.

A polícia garante, no entanto, que a tentativa de destruição das imagens não prejudica a investigação anterior, já que a agressão foi comprovada por vídeo.

O caso

Na sexta-feira (12) foi presa a professora da creche, por suspeita de tentar asfixiar uma criança de dois anos de idade. Uma câmera de segurança da sala registrou a agressão. O vídeo mostrava o momento em que a professora pega um travesseiro e coloca sobre o rosto da criança. Ela para de pressionar quando outras funcionárias da creche entram na sala.

A menina estava há apenas quatro dias na creche, que é particular. Os pais notaram que ela ficava chorosa, e que não gostava de ir para lá, mas atribuíram o problema a dificuldades de adaptação. Até que a mãe foi surpreendida enquanto trabalhava por uma ligação da polícia.

A funcionária que flagrou os maus-tratos informou à diretora da escola, que procurou a delegacia depois de localizar o vídeo da câmera de segurança que registrou a agressão. Ela entregou à polícia apenas essa parte da filmagem, conforme o delegado Marcos Eduardo Pepe.

Fonte: G1/RS

Santo Augusto Urgente

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