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6 de fevereiro de 2020

Aparecimento de cobras venenosas em áreas urbanas assusta moradores da região, professor da UNISC explica os motivos

O começo do ano de 2020 trouxe um problema já de certa forma antigo para muitos moradores do perímetro urbano das cidades da nossa região, o aparecimento de cobras peçonhentas tem deixado muitas pessoas em alerta. O fato já é recorrente, em todo o verão, ocorrências como esta sempre surgem nos noticiários durante a época mais quente do ano.

No final de Janeiro, a picada do animal deixou um óbito na cidade de Coronel Bicaco, onde um homem de 70 anos foi atacado pela serpente enquanto trabalhava em uma horta. O mesmo foi socorrido até o Hospital de Caridade de Palmeira das Missões mas não resistiu aos ferimentos.

Só no primeiro mês do ano, mais de 10 casos semelhantes foram registrados, relatos de pessoas que encontraram cobras dentro ou próximo de suas residências tem assustado os moradores.

Ainda, leitores do portal Santo Augusto Urgente, relataram terem encontrado cobras dentro do pátio de suas residências na cidade de Nova Ramada e Catuípe. Em Santo Augusto, um morador da localidade de Pedro Paiva já encontrou mais de 4 serpentes em pouco mais de uma semana nos arredores da residência.

As espécies, em sua grande maioria são da família Bothrops jararacussu Lacerda, conhecida como jararacuçu, jararacuçu-verdadeiro, surucucu, surucucu-dourada, surucucu-tapete, urutu-dourado, urutu-estrela e patrona, de até 2 m de comprimento e coloração dorsal variável entre cinza, rosa, amarelo, marrom ou preto, com manchas triangulares marrom-escuras. É encontrada na Bolívia, Brasil (Minas Gerais,Bahia e Mato Grosso até o Rio Grande do Sul, Paraguai e Argentina.

Ainda, há relatos sobre o aparecimento da Bothrops alternatus, conhecido popularmente como urutu, urutu-cruzeiro, cruzeiro e cruzeira, é um réptil ofídio da família Viperidae, a mesma da jararaca, cascavel e surucucu, que ocorre no Sudeste, Centro-Oeste e no Sul do Brasil, como também no Uruguai, Paraguai e Argentina. É classificada na série solenóglifa, quanto ao tipo de dentição, por ter as presas inoculadoras de veneno varadas por canais para a condução do veneno produzido em glândulas. Seu veneno é o mais tóxico dentre as jararacas, com a exceção da jararaca-ilhoa, três vezes mais peçonhenta.

O professor de Biologia e Farmácia Andreas Köhler, da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), explica que com as altas temperaturas do calor, as serpentes tem os seus corpos aquecidos e com isso buscam locais mais frescos e úmidos, além de saírem atrás de comida e de parceiros para se reproduzirem. Com a grande quantidade de lixo que existe nas cidades, a proliferação de ratos são um grande atrativo das serpentes que se alimentam também deste animal.

Para evitar acidentes com serpentes e outros animais peçonhentos, o Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul (CIT-RS) indica medidas como usar botas de borracha até o joelho ou botinas com perneiras ao andar no campo, mata e lavouras. Manter jardins, quintais e terrenos baldios limpos também é considerado essencial, bem como usar graveto, enxada ou gancho ao mexer em lenhas, buracos, folhas secas e troncos ocos. Em caso de ataques, a entidade recomenda medidas emergenciais de primeiros socorros.

É preciso lavar o local da picada com água e sabão e manter a vítima sentada ou deitada para não favorecer a circulação do veneno. Se a picada for na perna ou no braço, manter os membros em posição mais elevada.

O CIT-RS ainda indica levar o ferido ao serviço de saúde mais próximo para que possa receber atendimento. Não se deve amarrar o local da picada, o chamado garrote, pois esse procedimento pode impedir a circulação e causar necrose. Além disso, jamais corte o local da picada e não aplique folhas, pó de café ou terra sobre o ferimento.

Espécies são cruciais para o ecossistema

As serpentes integram a cadeia ecológica e são cruciais para o equilíbrio do ambiente, fazendo parte de uma grande e complexa teia alimentar. “Devemos lembrar que cada animal tem um papel importante na natureza. A falta de um pode causar a superpopulação de outros e provocar um desequilíbrio ambiental”, destaca o professor Andreas Köhler.

Para que se possa entender, o especialista explica que os gaviões se alimentam de serpentes. “Faltando serpentes, logo faltarão gaviões. Assim o número de rãs aumentará, pois as serpentes se alimentam delas. As cobras, como são chamadas popularmente, são nossas aliadas.” Além de combaterem roedores, seu veneno é usado para estudos e produção de medicamentos, como soros e vacinas.

Santo Augusto Urgente
Foto: RD Foco

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